Método
Como cada número da Lupa é feito. Em seis passos, do Orçamento até a sua cidade.
Seis passos
- De onde sai. Emendas federais de deputados, senadores, bancadas e comissões, de 2015 até hoje, no Portal da Transparência. Emendas de relator (RP9) ficam de fora.
- Passo a passo do pagamento. Para cada emenda, lemos as notas de empenho (o dinheiro reservado) e as ordens bancárias (o dinheiro que saiu).
- Banco é passagem. Quando Caixa ou Banco do Brasil pagam como mandatários, o destino é quem assinou o convênio: a prefeitura, o fundo, a entidade.
- Compra feita pelo próprio governo. Na execução direta, o destino é o órgão que comprou. A empresa que vendeu não conta como destino.
- A cidade certa. A cidade de quem recebeu vem do CNPJ na Receita Federal. Por isso uma emenda marcada como "Múltiplo" ainda cai no lugar certo. Governo do estado, União e empresas públicas não contam numa cidade só.
- Por habitante. O valor entregue numa cidade ou num estado, dividido pela população do Censo 2022 (IBGE).
A conta fecha. O que cada destino recebeu soma o pago da emenda, ao centavo.
Frescor. Atualizamos toda madrugada. Arquivo oficial de 30/10/2026; página refeita em 31/10/2026.
O que a Lupa garante
- Conta fechada. A soma do que cada um recebeu bate com o pago da emenda, centavo por centavo.
- Origem à vista. Embaixo de cada número: de qual arquivo oficial veio e de que dia é.
- Ninguém escolhido. Pessoas aparecem de A a Z. Cidades e áreas podem ser ordenadas por valor, porque valor de lugar é medida, não elogio. A Lupa não opina sobre ninguém nem fala de eleição.
- Silêncio da fonte é "não consta". Quando o arquivo oficial não traz o dado, escrevemos "não consta". R$ 0 aparece só quando a fonte registra zero.
- Porta aberta. Achou um número errado? Corrigimos e datamos a correção. Foi citado? Sua resposta sai na mesma página.
Quem faz
A Tangerina, empresa que também faz o Gabinete Fácil, sistema de gestão de emendas usado por gabinetes de todos os partidos.